Metamorfose


Dando as caras

Andei sumida! Neste período entrei no VP (fiz menos de uma semana, fiquei com muita fome e resolvi sair). Minha terapeuta disse, inclusive, que não era legal eu entrar, por enquanto, num processo de restrição alimentar e controle rígido do emagrecimento (tipo pesar toda semana) para não me causar ansiedade. Segundo ela, o importante é controlar os impulsos primeiro e depois melhorar a qualidade da alimentação.

Mas como sou muito ansiosa, resolvi ir a uma clínica de nutrição que eu cheguei a ir uma época. Primeiro fiquei chocada com o peso - depois que parei de tomar os remédios, engordei 18 quilos. Na primeira semana emagreci 2,2 kg e saí da casa dos três dígitos (alívio!). Na segunda perdi 800 gramas e confesso que fiquei frustrada. Esperava mais, mas a semana não foi das melhores, pois viajei a trabalho e não comi regradinho. Mas em vez da nutricionista me incentivar, me deu um pequeno puxão de orelhas. Não gostei. Saí de lá (chateada) e fui a um rodízio de pizza. Péssima atitude, mas eu fiz e não me arrependo. Para compensar, no dia seguinte caminhei bastante e fiz tudo direitinho.

Contei tudo isso para a terapeuta e ela continuou insistindo que o melhor é eu não ficar nessa paranóia de pesar toda semana, pelo menos por enquanto. Afinal, ainda estou no início do processo de me livrar da compulsão e diminuir minha ansiedade. Portanto, decidi que não vou ficar na paranóia, vou fazer sozinha (eu sei o que tenho que comer e o que devo evitar) e me preocupar com a "cura" da mente e da alma. Tenho certeza que resolvendo estes probleminhas emocionais vou emagrecer naturalmente.

Sabe, muita coisa já mudou nestes quase dois meses que estou fazendo terapia. Não como mais por impulsão (são raros os "ataques" à comida), não como quando não estou com fome, me sinto saciada mais rápido, enfim, tudo porque estou descobrindo os vazios que a comida preenche. Tem muita coisa mal resolvida dentro de mim. Descobri neste período que desde criança como para afrontar minha mãe, que sempre cobrou de mim um corpo esbelto e tentou fazer de tudo para me ver magra. Como só eu tenho controle sobre o meu corpo, acabava, inconscientemente, comendo demais e engordando para fazê-la me aceitar do jeito que sou. E isso é só uma das questões.

O importante é que estou crescendo, conhecendo melhor meu corpo e minha mente. Eu vou conseguir emagrecer, mas ainda preciso me livrar do imediatismo, afinal, eu não cheguei a este peso do dia para a noite. Ah, e continuo anotando tudo no caderninho. Ele anda comigo para todos os cantos. Quanto ao carro, estou indo de vento em popa. Estou dirigindo bem, mas ainda não peguei no meu carro - este é o próximo passo. Vou dando notícias. Obrigada pelas visitas e voltem sempre!



Escrito por Paula às 10h29
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O caderinho

Estou fazendo o diário alimentar como mandou a terapeuta, mas não estou restringindo nada ainda de comida. É incrível como o caderninho me intimida. Morro de vergonha de escrever o que eu comi durante o dia - até porque meu cardápio é repleto de bobagens e calorias em excesso. Fico pensando mil vezes antes de comer alguma coisa porque sei que terei que "contar" ao caderninho. Mesmo constrangida, não omito nada dele, pois só assim poderei começar a tratar meu problema.

Estou pensando em entrar para o VP. Mas dei uma olhada no site e achei o programa meio confuso. É mesmo ou foi só impressão? Vou perguntar à minha terapeuta se ela acha uma boa eu entrar agora ou esperar um pouco mais, afinal, aquela pesagem semanal me deixa ainda mais ansiosa.

***

Sábado dirigi muito e me estressei na mesma proporção. Não fiquei nervosa ou com medo, mas irritada com os motoristas barbeiros. Tem que ter muita paciência para encarar o trânsito. Já me sinto mais segura e acredito que em breve estrarei livre deste medo que me persegue há oito anos.



Escrito por Paula às 15h00
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Me libertando

Abandonei os remédios porque estavam me deixando apática e deprimida. Até meu marido reparou e pediu que eu parasse de tomá-los. Resultado:tenho comido compulsivamente em alguns momentos. Pensando estar com compulsão alimentar, segui a recomendação de uma colega de trabalho e fui numa reunião dos Comedores Compulsivos Anônimos. Foi difícil. Ouvi depoimentos com cujas partes me identifiquei, porém achei que aquele era um nível de compulsão muito acima do meu.

Contei esta experiência para a terapeuta da clínica-escola (a que faço para tratar o medo de dirigir) e disse que nunca tive um diagnóstico de transtorno alimentar, mas estava preocupada com minhas atitudes. A terapeuta, então, contou que havia sido gorda e eliminou 35 quilos (e se mantém magra há quatro anos) depois que tratou as causas da comilança desenfreada. Assim como eu, ela já havia feito todos os tratamentos para emagrecer, tomado fórmulas, mas só venceu sua batalha contra a obesidade com ajuda terapêutica, que a fez mudar seu comportamento diante da comida e adotar uma alimentação equilibrada e incluir atividade física em sua rotina.

Resumindo, saí de lá animada e vislumbrando a possibilidade de vencer esta luta de uma vez por todas. Ontem voltei na minha terapeuta - eu fiz antes de me casar para tratar outras questões (e tive alta - faço questão de dizer isso porque foi a primeira coisa na minha vida que não abandonei no meio. Depois disso, passei a ter mais facilidade em concluir projetos) - para resolver exclusivamente esta questão do excesso de peso (o que está por trás dele). Ela disse que estou passando por uma crise de abstinência da anfetamina, que, segundo ela, é semelhante a da cocaína. Fiquei assustada! Disse, ainda, que não acredita que eu tenha compulsão alimentar, mas só poderá me dar um diagnóstico conforme o andamento do tratamento.

Nunca achei que comia muito para suprir alguma carência ou por um sentimento ruim, mas começo a ver que tem muita coisa mal resolvida dentro de mim que me leva a comer compulsivamente. Em apenas uma hora, a terapeuta me fez enxergar alguns sentimentos / situações que desencadeiam meu ataque à despensa (à geladeira ou às prateleiras de super mercado). Às vezes preferimos deixar essas coisas que nos magoam lá fundo de nossa alma e procurar soluções mais fáceis para nossos problemas. Sei que é difícil encarar isso, mas tenho certeza que será bom para mim.

Por enquanto não quero mais saber de dietas e remédios. Vou tratar minha cabeça, descobrir o que me faz comer sem controle, mesmo eu querendo muito emagrecer (as pessoas que nunca foram gordas têm mania de dizer que isso é falta de vergonha na cara ou de força de vontade). Como disse no primeiro post deste blog, estou vivendo um processo de transformação, tirando tudo que me faz mal (em todos os aspectos). Portanto, erros e tombos não só são permitidos, como são fundamentais neste aprendizado. Estou amadurecendo e me livrando das pedrinhas que tornam minha vida mais pesada (literalmente).

Engordei tudo que havia perdido com os remédios (14 quilos). Mas não tem problema, eu quero mudar meu estilo de vida e não apenas emagrecer da maneira mais fácil - confesso que adoraria não ter que sofrer para eliminar os quilos extras. Todas as experiências na vida são válidas, portanto, não me arrependo de ter tomado essas bolas, pois o efeito rebote me fez enxergar coisas importantes que estavam escondidas em algum lugar da minha mente.

Mudando de assunto, continuo firme na direção. Já me sinto mais tranqüila durante as aulas, não tenho mais tanto medo, meus pés e mãos não suam mais e já estou até gostando de dirigir. Estou bem feliz e animada! Ah, e continuo na dança espanhola, aliás, estou cada vez mais apaixonada por esta dança.



Escrito por Paula às 15h47
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Dance, dance, dance

Terça-feira estive no meu médico. Desde o início de junho, quando entrei de férias, engordei seis quilos, como eu previa. Meu peso atual é 91,5 Kg. Darei continuidade ao tratamento, mas desta vez não cortarei os remédios por conta própria e seguirei firme até chegar ao meu peso ideal (eu quero 70kg, mas meu médico diz que preciso chegar aos 65 kg para ter uma margem de "segurança", principalmente para engravidar - tenho 1,70 m de altura).

Como da primeira vez, ele não passou dieta e pediu apenas que eu diminuisse aos poucos as porções e anotasse tudo que como para avaliarmos no meu retorno (daqui a 45 dias). Estou animada! Pretendo chegar aos 80 quilos até o final de outubro. Há anos estou na casa dos 90 e quero deixá-la bem distante de mim - e para sempre.

Contei a ele que estou muito mais dedicada a mim, com uma enorme vontade de emagrecer e mais preocupada com a qualidade da minha vida (principalmente da alimentação). Disse também que não consigo mais viver sem atividade física. Ele explicou que sem ansiedade (controladas pelos remedinhos) consigo avaliar melhor minhas escolhas e pensar antes de tomar uma decisão em vez de agir por impulso. Achei interessante.

Falei com ele também que gostaria muito de começar a correr. No entanto, ele me proibiu por enquanto. Disse que só estarei liberada para correr quando estiver chegando à minha meta, pois o impacto do excesso de peso nas articulações é muito grande e posso acabar ferrando o joelho. Portanto, continuarei apenas caminhando.

Comentei com ele também que estava querendo substituir a natação pela dança (3 vezes na semana com aulas de 1h30). Ele deu a maior força e disse, inclusive, que posso queimar mais caloria dançando do que nadando, sem contar que é bem mais animado. Então, em setembro, me matricularei na turma de jazz do Centro de Movimento da Deborah Colker.

A dança, não sei se já comentei, é minha grande paixão. Fiz balé durante 13 anos (dos 3 aos 16 anos de idade) e jazz por cinco anos. Já fiz aulas também de street dance, lambaeróbica e, atualmente, faço flamenco. Quando parei de dançar, por conta de vestibular, faculdade, trabalho, é que comecei a engordar para valer.  Acho que é a única atividade física que faço com paixão, com um enorme prazer. E isso é muito importante para não abandonarmos o exercício.

Adoro caminhar também. Mas só consigo aos finais de semana porque é difícil eu sair da cama antes das 7h30. Durante a semana eu ando muito, porém não é com a mesma intensidade dos finais de semana (principalmente porque normalmente estou com roupas inadequadas, como calça jeans e sandálias de salto). Ainda vou caminhar diariamente pela manhã, é só uma questão de adaptação. Uma outra coisa que morro de vontade de praticar é vôlei. Mas vamos com calma porque não dá para abraçar o mundo de uma vez - não tenho nem verba para isso.

Coisas que tenho aprendido

Estou lendo "A semente da vitória", de Nuno Cobra, e tenho aprendido muita coisa. Algo que me chamou muita atenção, e gostaria de compartilhar, foi o alerta dele à alimentação mental, ou seja, às mensagens que enviamos ao nosso cérebro. Ele explica que devemos ter muito cuidado com o que dizemos (ou pensamos) a nosso respeito. Segundo ele, devemos sempre enviar informações positivas ao nosso cerébro, pois ele é burro e "repete" aqueles dados para todo nosso corpo. Portanto, vamos prestar mais atenção ao que pensamos ou falamos a nosso próprio respeito.

Sabe que eu já comprovei isso em minha vida? Eu sempre tive uma tendência a me derrotar e muitas vezes deixava de tentar fazer algo por acreditar que falharia (eu não aceito errar - algo que também estou trabalhando). Depois de alguns meses de terapia e de leituras como esta, aprendi que nada é impossível se eu quiser.

Os resultados desta mudança de comportamento em minha vida são notáveis: passei a me valorizar, a me achar bonita (mesmo que estivesse muito gorda), a experimentar coisas novas e acreditar que tudo que eu quiser conseguirei alcançar. Desde então, minha vida melhorou MUITO. E vai melhorar ainda mais, pois ficarei magra e saudável. Basta querer para lá. E eu quero muito.

Aulas de direção

Fiz minha primeira aula no sábado e adorei. Não foi nada demais - fiquei vinte minutos fazendo curvas em formato de zero e oito -, mas adorei a sensação de "dominar" a máquina. Não quero mais ser dominada por nada, principalmente por coisas (no sentido literal da palavra), como o carro e a comida. Quem tem o poder de raciocinar nesta relação sou eu, portanto, terei total controle sobre tudo que está a meu redor e me incomoda.



Escrito por Paula às 15h18
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Descontrolada!

Definitivamente eu não consigo sozinha. Estou numa compulsão horrível, incontrolável e estou apavorada, com medo de voltar aos 99 quilos. Durante o dia, quando estou no trabalho é tranqüilo. O problema é à noite, quando chego em casa. Fico procurando alguma coisa para beliscar. Na terça-feira cheguei ao ponto de comer um pacote de pipoca de microondas sozinha (e eu nem gosto tanto de pipoca). Ontem detonei um porção de fandangos e ainda comi umas batatinhas pringles. Tá demais!

Portanto, pensei bem, li muita coisa a respeito e resolvi continuar com os remédios. Eles nunca me fizeram mal, nunca tive efeitos colaterais. Ao contrário, fico totalmente zen, consigo me concentrar, enfim, não fico ansiosa. Coloquei na balança os prós e contras dos remédios e constatei que neste momento eles têm mais pontos positivos. Preciso chegar aos 70 quilos. E sozinha está muito complicado.

Gordura não faz bem. Remédio também não. Mas a tendência era continuar engordando e chegar a um ponto que só cirurgia resolveria. Não quero isso. Não mesmo. Entre um e outro, prefiro assumir os "malefícios" do remédio a ter complicações decorrentes da gordura. Vou marcar uma consulta com o médico que me receitou os medicamentos e dar prosseguimento ao tratamento.

O importante é eu não abandonar no meio e não tirar o remédio por minha conta. O médico tinha um planejamento para meu emagrecimento: quando atingisse minha meta (entre 65 e 70 quilos), entraria num programa de manutenção que levaria no mínimo dois anos. Inclusive, ele disse que só depois deste período eu estaria liberada para engravidar.

Um dos motivos que me fazem querer emagrecer é ter uma gravidez saudável. E isso só será possível se eu estiver com o peso normal. Não quero ter complicações no parto por conta de excesso de peso, ter pressão alta, diabetes de gravidez, enfim, quero que seja tudo como deve ser.

Sobre a compulsão

Eu tenho verdadeira loucura por comida. Parece uma coisa meio doentia, mas é verdade. Já levei esta questão para terapia, já pensei muito a respeito e percebi que não desconto problemas na comida, mas como por puro prazer. Adoro sair para comer uma pizza, um hambúrguer... Meu irmão diz que nunca viu alguém comer com tanto gosto quanto eu. E tirar isto é mais complicado. Mas não impossível. Preciso descobrir outros prazeres: o de ser magra, o de poder comprar roupa em qualquer loja, o de ir à praia sem constrangimento, o de me olhar nua no espelho e admirar meu corpo. É isso que tem que me motivar.

Além de comer compulsivamente, tenho roído muito as unhas (outro vício que me incomoda demais). Sinal de ansiedade. É uma sensação muito estranha, de falta de controle. Sei que é errado, fico aborrecida quando vejo o estrago, mas não consigo controlar. Horrível!

Ah, e tem mais, fico pensando sem parar. Não sei explicar direito, mas é assim: passam mil coisas pela minha cabeça, planos, projetos, porém de uma forma muito desordenada, sem muita coerência. Uma hora estou planejando algo, no minuto seguinte já passo para outro projeto, ou seja, não termino um raciocínio. Não consigo me concentrar nem estudar, um caos. Acho que é ansiedade também. E tudo isso (compulsão, unhas roídas e pensamentos desordenados) acontece depois das 17h.

Vendo tudo isso, decidi tomar o remédio e ir com ele até meus tão sonhados 70 quilos. Não estou conseguindo segurar a onda sozinha. Preciso controlar esta minha ansiedade. E o remédio vai direto ao ponto.

Sobre a direção

Fui à entrevista na tal clínica escola. Foi ótimo, mas descobri que não tenho fobia de direção, apenas uma insegurança de quem não tem prática. Fiz um teste de direção - faz parte do processo de entrevista - e dei duas voltas no quarteirão sem problemas. O carro não morreu, não tive taquicardia, não fiquei com falta de ar, minhas pernas e braços não tremeram... A única coisa que tive foi suor nos pés. Mas isso eu tenho sempre que fico tensa (até em entrevista de emprego já fiquei com pés e mãos suadas). Estou animada para começar os treinos.

Exercitando-me

Pois é, esta semana meu professor de dança ficou doente e não tive aula. A falta de atividade física também está me deixando um pouco aguniada. Percebi que não consigo mais viver sem minha natação e decidi voltar para ela. Procurei um lugar pertinho da minha casa, que eu possa ir de manhã e voltar em casa para me arrumar antes de trabalhar. O que me incomodava muito era ficar andando com uma bolsa pesada para cima e para baixo, além de ter que tomar banho e me arrumar na academia correndo (um saco também).

O único incoveniente deste clube é que a piscina é descoberta. Portanto, quando tiver chovendo ou frio, será um pouco mais difícil encarar um maiô, mas nada que eu não me adapte.

Deu para notar como eu sou indecisa, né? Esta é só mais uma característica da minha complexa personalidade. Tudo bem, o importante é seguir em frente, mesmo que demore a tomar uma decisão.



Escrito por Paula às 11h41
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Tirando as "muletas"

Decidi abandonar as drogas. Desde de ontem à tarde não tomo os remédios. Fiquei realmente impressionada com aquela história do efeito rebote e sempre tive convicção de que remédio não é a solução para o emagrecimento (obrigada a todas pelos conselhos). Na verdade, acabei apelando para ele porque não sou paciente (isso também estou tentando mudar), sou ansiosa e espero resultados rápidos. Porém tudo que vem com muita facilidade, também vai com a mesma facilidade.

Eu sei que levei anos para adquirir todo este peso e, portanto, para me livrar destes quilos em excesso é preciso tempo. Trata-se de um recomeço. Mesmo sabendo de tudo isso, às vezes me pego desacreditada e desanimada. Eu sou a maior admiradora das pessoas que chegam ao peso ideal pelo próprio esforço (sem cirurgia ou remédio), mas às vezes fico só na admiração. Eu sei que é possível chegar lá, mas muitas vezes não me sinto capaz, acho que comigo será diferente, que não terei tanta determinação. Acabo me derrotando antes mesmo de tentar.

Como diz a Sara em seu blog, só não consegue quem desiste. E eu agora não vou desistir. Mesmo que eu coma mais do que deveria ou que tropece no meio do processo, vou seguir em frente. Eu sei que sou capaz. E a comida não vai me vencer desta vez.

Agora, me tirem umas dúvidas:

- Como vocês lidam com as compulsões (principalmente por doce)?
- Como fazem para retomarem a alimentação balanceada após um dia (ou uma refeição) descontrolado?

Preciso me confessar: ontem e hoje cometi uns deslizes. Ontem à noite, na casa da minha madrinha, troquei o jantar por quatro empadinhas de queijo (pequenas), um quindim (pequeno também) e um pedaço de torta. Hoje comi bala de côco. Eu sei que errei, que não devia, mas já fiz, não tem jeito. A única coisa que me resta é seguir em frente e tentar diminuir as escorregadas. Hoje à noite vou dançar e queimar algumas das calorias que consumi em excesso. O importante é não desanimar.

Meu cardápio de hoje

Café da manhã: 1 xícara de achocolatado light Leco (é delicioso!) + 2 torradas com requeijão light

Colação: 1 maxi goiabinha

Almoço: 1 porção de pene com molho de creme de leite light com cebola (feito em casa) + 2 bifes pequenos com molho madeira + 1 copo de mate + várias balinhas de côco de sobremesa

Água: 1 1/2 litro (até agora)



Escrito por Paula às 16h02
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Esclarecimentos

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer as visitas e os conselhos. Mas deixa eu explicar umas coisinhas:

- Não reduzi em 50% minha alimentação, como o médico sugeriu. Como de tudo um pouco;

- Não faço academia. Acho legal correr com supervisão. Primeiro porque tem alguém para te incentivar e para corrigir. Já soube de muita gente lesionada por causa de sobrecarga. Até porque estou muito acima do peso e não posso sair por aí correndo de qualquer maneira, não é mesmo?

- Li o post recomendado do blog Sessenta e Cinco e fiquei realmente impressionada. Nestes dois meses que fiquei sem tomar remédio, senti uma compulsão enorme, algo incontrolável, e em alguns momentos fiquei meio deprimida também. Como eu disse no meu primeiro post, nunca fui à favor de remédio. Acho que alimentação balanceada + atividade física é a combinação perfeita para um emagrecimento saudável e duradouro.

Mas eu estava muito deprimida, me sentindo uma aberração, sem motivação, enfim, estava com minha auto-estima no chão. Por isso recorri ao médico e concordei em tomar os remédios. Estas substâncias me deixaram calma, levantaram minha auto-estima e me tiraram a compulsão. Eu sei que é tudo ilusório, que se eu deixá-los, acaba tudo isso, mas eu estava realmente precisando deste empurrão.

Confesso que depois de ler o post da Valéria, fiquei preocupada e mais motivada a deixar os remédios. Mas como fazer isso sem engordar tudo de novo? Bom, só tem uma semana e meia que voltei a tomar as medicações, portanto, acredito que ainda está em tempo de largá-las. Eu quero realmente conseguir pelo meu esforço. Muito obrigada a todas pelo alerta. E se tiverem dicas de como abandonar o remédio sem pôr tudo a perder, podem enviar.

Superando traumas

Decidi resolver meu problema com a direção. Este será mais um passo da minha transformação. Logo que tirei carteira de motorista, bati com o carro do meu pai na garagem (gente, era curva na ladeira) e fiquei traumatizada. Meu pai nem brigou comigo - é claro que deve ter ficado furioso - e ainda me forçou a dirigir mais uma vez para que eu não criasse uma resistência à direção. Eu fui, mas morrendo de medo e com as mãos pingando de suor.

Nunca senti falta de dirigir porque ando de metrô para cima e para baixo e quando preciso, meu marido me leva ou me busca nos lugares. Mas nesta minha nova fase, estou sentindo necessidade de ter mais liberdade, de não depender tanto das pessoas, sem contar que eu quero encarar este problema de frente e superá-lo. Eu sou mais forte do que ele. Pois bem, caminhando para a dança, vi um anúncio de uma clínica escola. É uma auto-escola com psicólogos. Eles lidam exatamente com pessoas que têm medo de dirigir. Nas aulas práticas (eu tenho carteira e sei toda a teoria - o problema é o medo) o psicólogo que acompanha e não um instrutor de auto-escola. Achei o máximo! Já marquei uma entrevista no sábado e estou empolgada para superar mais este problema na minha vida.

Felizmente, eu sou uma pessoa que tem muita facilidade de enxergar os defeitos, os medos, os problemas e enfrentá-los. Gosto de resolve tudo. Creio que estamos aqui na terra não para passear, mas para evoluirmos. E é isso que eu busco na minha metamorfose.



Escrito por Paula às 10h04
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Saindo do casulo

Criei este blog para contar um pouco da fase que estou vivendo, a de transformação.

Como começou

Ao deparar-me com o ponteiro da balança apontando para 99 quilos, decidi que ia dar outro rumo à minha vida. Para mim, aquela era a hora de tomar uma importante decisão: entrar para o "mundo" dos três dígitos ou descobrir o mundo dos magros. Escolhi a segunda opção. Não apenas por vaidade - mas também por ela - e sim por saúde.

Comecei a fazer um tratamento, em meados de janeiro, com um endócrinologista. Ele me receitou remédios e falou para eu reduzir à metade tudo que eu comia. Perguntei se a medicação fazia mal e ele me respondeu : "o que faz mal é gordura". Apesar de não achar uma boa tomar "bolas", concordei com o que disse e resolvi encarar. Certa vez, um médico super conceituado nesta área disse que obesidade é uma doença e deve ser tratada com medicamentos em determinados casos.

Segui as recomendações médicas, inclui atividade física na minha vida e o resultado foi melhor do que eu esperava: eliminei 14 quilos. O remédio me dá um suporte, mas meu empenho tem sido fundamental neste projeto.

O primeiro tropeço

Entrei de férias em junho e acabei relaxando. Neste período, acabei não tomando os remédios direito, não indo à natação e comendo além do limite. Resultado: calças um pouco mais justas. Não sei bem ao certo, mas acho que engordei uns seis quilos nestes dois meses.

Temendo recuperar todos os outros oito quilos, decidi retomar o controle da situação e segurar minha boca nervosa. Apesar de não querer mais tomar os remédios, resolvi apelar para eles porque estava com uma fome louca (acho que era mais emocional do que física). Mas não foi só isso, claro. Comi direitinho a semana toda, dancei terça e quinta (faço dança espanhola) e caminhei no final de semana. O resultado: 3 quilos a menos (dos seis que havia recuperado).

Atividade Física

Até semana passada fazia natação três vezes por semana. Mas estava meio entediada e resolvi dar um tempo. Já estou morrendo de saudade, porém quero experimentar outras atividades. Ainda estou em busca deste exercício. Eu queria começar a correr (com supervisão, claro) e jogar vôlei. Acho que teria mais prazer em praticar estes exercícios. Desde que comecei a dançar, ia arrastada para a natação. A paixão que tenho pela dança e a motivação para ir às aulas é algo que quero experimentar numa outra atividade (preciso incluir exercícios nos trous três dias da semana).

Acredito que exercício não precisa ser algo desgastante e que nos faça sofrer. Muito pelo contrário. Por isso é importante escolher bem uma atividade física. Hoje não consigo mais viver sem me mexer. Estou há uma semana sem nadar e meu corpo está sofrendo com isso. Os benefícios para mim foram enormes. Só para citar alguns: melhorou minha alergia, ganhei mais fôlego, fiquei mais calma e durmo muito bem.

As mudanças

Neste período muita coisa mudou. Antes de iniciar este projeto, estava deprimida, me sentindo feia, vivia enfiada em casa assistindo TV, usava umas roupas largonas, enfim, estava a um passo da depressão - se é que não cheguei a ela. Mas aquilo me deu mais força para me transformar.

Hoje, alguns quilos mais magra, me sinto outra pessoa. Voltei a me arrumar melhor, a usar colares e brincos exagerados, como sempre gostei, fiz balaiagem no cabelo, enfim, tô com minha auto-estima lá em cima. Sei que ainda falta muito para meu peso ideal, mas chegarei lá. Não tenho pressa, afinal, estou em processo de transformação. Estou feliz e muito orgulhosa de mim. E este é só o início da minha metamorfose.



Escrito por Paula às 16h52
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